sábado, 27 de setembro de 2025

Alzheimer: especialista alerta para sintomas, fatores de risco e formas de retardar o avanço da doença

 


Setembro é considerado o mês mundial de conscientização sobre a Doença de Alzheimer, reforçando a importância de ampliar o debate sobre diagnóstico precoce, prevenção e suporte a pacientes e familiares. Segundo dados publicados pela Agência Gov em outubro de 2023, a estimativa é que cerca de 1,2 milhão de brasileiros vivem hoje com Alzheimer, com aproximadamente 100 mil novos casos diagnosticados por ano.

De acordo com material publicado na Revista Pesquisa Fapesp no mesmo ano, a doença responde por 50% a 60% de todos os quadros de demência no país, afetando principalmente pessoas idosas - especialmente a população feminina. O recorte de gênero, assim como o regional, é destacado em um artigo da publicação científica internacional RSD Journal (Research, Society and Development), que mostra que as mulheres representam cerca de 65% dos casos no Brasil, e que a mortalidade é mais elevada nas regiões Sudeste e Sul, onde se concentram aproximadamente 70% dos óbitos. 

“O Alzheimer é a forma mais comum de demência na população idosa. Quanto mais velho o paciente, maior a chance de desenvolver a doença. Por isso, é fundamental falar sobre ela, reconhecer seus sinais e buscar o diagnóstico precoce”, explica o Dr. Roni Mukamal, médico geriatra e superintendente de Medicina Preventiva da MedSênior, operadora de saúde especializada no público acima dos 49 anos.

Primeiros sinais e diagnóstico

De acordo com o médico, a alteração inicial costuma ser a memória recente — mas o diagnóstico não se limita a isso. “O que diferencia o Alzheimer do esquecimento comum é quando a perda de memória passa a interferir no cotidiano. O paciente começa a esquecer de tomar os remédios, de pagar contas, de cozinhar como fazia antes, perde-se em trajetos conhecidos. Esses sinais indicam que é hora de procurar avaliação médica”, orienta Mukamal.

Ele destaca que o diagnóstico inicial é clínico e baseado em testes cognitivos, complementados por exames laboratoriais e de imagem. “Em casos duvidosos, ainda podemos recorrer a exames mais avançados, como a análise do líquido cefalorraquidiano, que identifica proteínas associadas ao Alzheimer”, acrescenta.

Prevenção e fatores de risco

Embora ainda não exista cura, um estudo inédito promovido pelo Ministério da Saúde (Relatório Nacional sobre a Demência, 2025) aponta evidências de que até 45% dos casos de demência poderiam ser prevenidos ou retardados por meio da redução de fatores de risco.

“Quanto mais estimulamos o cérebro desde cedo, mais criamos uma ‘reserva cognitiva’ que pode proteger contra o Alzheimer. Estudar, aprender coisas novas, manter-se ativo intelectualmente, tudo isso ajuda a retardar o aparecimento da doença”, explica o especialista.

Mukamal também ressalta a importância do controle de doenças crônicas e da saúde em geral. “Hipertensão, obesidade, diabetes, colesterol alto e sedentarismo são fatores que aumentam a inflamação cerebral e aceleram o aparecimento da doença. Da mesma forma, tratar a perda auditiva e visual, evitar o isolamento social e cuidar da saúde mental também são medidas de proteção”, completa.

Estilo de vida e terapias

Quando o diagnóstico é confirmado, a estratégia é manter qualidade de vida e retardar a progressão da doença. “Dormir bem, controlar o estresse, manter peso adequado e praticar exercícios regulares são medidas que realmente fazem diferença. Temos hoje medicamentos que aliviam sintomas e novas terapias biológicas em estudo, mas o acompanhamento multidisciplinar e o apoio da família seguem sendo fundamentais”, afirma Mukamal.

Genética e diferenciação de outras condições - Segundo o médico, apenas 5% dos casos de Alzheimer têm origem fortemente hereditária, em famílias onde os sintomas surgem antes dos 60 anos. Nos demais, o fator genético existe, mas depende do ambiente e do estilo de vida para se manifestar.

Outro ponto importante é diferenciar Alzheimer de outros quadros clínicos. “É comum confundir Alzheimer com delírio ou confusão mental aguda. No delírio, o quadro é súbito, geralmente ligado a infecção ou desequilíbrio metabólico, e o paciente tem alteração de consciência. Já o Alzheimer é progressivo, de evolução lenta, e não causa perda repentina de lucidez”, esclarece.

Envelhecimento da população e acesso a tratamento - Esse cenário tende a se agravar com o rápido envelhecimento da população brasileira, que apresenta uma aceleração acima da média. Enquanto a França, uma das nações com maior proporção de longevos no mundo, demorou quase 150 anos para a proporção de idosos passar de 10% para 20%, no Brasil essa transição deve ocorrer em pouco mais de duas décadas. É o que confirmam as projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do IBGE, de que até 2050 o Brasil deve ter mais de 30 milhões de pessoas acima dos 60 anos, o que representa um grande desafio para o sistema de saúde e para as famílias.

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza tratamento medicamentoso para Alzheimer em todas as suas fases. Os fármacos utilizados não curam a doença, mas ajudam a controlar sintomas e a retardar a progressão. A oferta é feita por meio de protocolos clínicos do Ministério da Saúde, que incluem também acompanhamento multiprofissional e suporte às famílias. 

O especialista reforça que informação e diagnóstico precoce são as melhores armas contra a doença. “É preciso vigilância da família e acompanhamento médico. Identificar os sinais cedo pode ajudar a organizar os cuidados, planejar o futuro e oferecer melhor qualidade de vida ao paciente”, conclui o Dr. Roni Mukamal.

Sobre a MedSênior - A MedSênior é uma operadora de saúde especializada no atendimento ao público a partir dos 49 anos, com foco em medicina preventiva e no conceito do Bem Envelhecer. Seu modelo de cuidado é baseado na excelência do atendimento humanizado, personalizado e multidisciplinar, tendo como compromissos a promoção da autonomia, qualidade de vida e da longevidade saudável - tudo isso aliado à inovação e ao acompanhamento integrado da jornada do paciente.

Completando 15 anos de atuação e com 45 unidades próprias em oito estados, além de uma ampla rede credenciada, a empresa tem a tecnologia como aliada para oferecer serviços que proporcionam qualidade de vida real aos seus mais de 240 mil beneficiários. 

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

De R$ 15 no bolso a R$ 100 milhões em faturamento: como uma tragédia se transformou em missão e propósito



 Em um escritório elegante na Vila Leopoldina, em São Paulo, um homem sorri serenamente enquanto observa pelas câmeras de segurança sua equipe organizar mais um showroom repleto de carros de luxo. O ambiente cheira a couro novo e metal polido, e o reflexo das luzes se multiplica nos vidros dos automóveis, mas o brilho mais marcante é o de alguém que aprendeu a transformar quedas em combustível. 

Harife Mello, hoje um nome de peso no setor automotivo, comanda a Carhaus, um verdadeiro império que fatura cerca de 100 milhões de reais por ano. O que poucos sabem, no entanto, é que, antes de chegar até aqui, Harife precisou reconstruir a vida diversas vezes, em cenários de perda total e recomeço absoluto.

Das primeiras negociações à falência - Nascido em uma família de classe média, Harife conheceu o trabalho cedo. Aos 14 anos, após perder o avô que o criou, começou a trabalhar numa agência dos Correios. De lá, seguiu por uma odisseia empreendedora: motoboy, vendedor, montador óptico e operador de recarga de cartuchos. Em cada passo, um aprendizado. Em cada queda, uma nova tentativa. Não havia margem para escolhas: a necessidade se impôs e, junto a ela, a disciplina de quem entendeu rápido que nada vem de graça:

“Em um determinado momento, juntei dinheiro, investi num lava-rápido a seco dentro de um hipermercado, e perdi tudo. Tive que voltar a ser office boy na ótica onde minha mãe trabalhava. Foi um tombo enorme”, lembra Harife.

Ainda assim, o fascínio por automóveis nunca saiu de cena. Sua primeira negociação marcante foi a compra de uma caminhonete, um sonho de consumo da época, que ele revendeu para ter lucro: “Foi ali que percebi que eu ganhava mais dinheiro com carros do que em qualquer emprego formal.”. A sensação de liberdade ao dirigir também virou intuição de negócio: os carros seriam não só mais uma paixão, e sim um destino.

Aos poucos, o que era renda extra se tornou o centro da vida. Harife passou a alugar espaços em estacionamentos para vender carros, até abrir sua primeira loja. Mas a crise de 2008 derrubou o negócio: “Cheguei a ter 15 reais no bolso e precisei escolher: pegar um ônibus ou gastar o dinheiro numa lan house para enviar currículos. Fiquei com a segunda opção. Foi a decisão que mudou minha vida”.

Dessa escolha, veio a oportunidade. Contratado como vendedor de uma concessionária, rapidamente se destacou e o sucesso trouxe um bom salário, e também uma arrogância - inerente ao ser humano - que apareceu sem avisar: “Nessa época, eu me achava melhor do que os outros. Ganhava muito bem para a minha função e idade. Eu ainda não sabia, mas esse comportamento estava prestes a mudar’’.

“Respira, você está vivo” - Em 2010, uma noite mudou tudo. Após beber em uma festa, Harife assumiu o volante. Depois de deixar amigos em casa, perdeu o controle do carro a 200 km/h. O veículo capotou seis vezes e ele estava sem cinto. Resultado: coma, coluna quebrada e uma lesão medular irreversível: “Quando acordei, ouvi: Respira, você está vivo. Aquilo virou meu mantra”.

O que parecia a sentença do fim, virou novo ponto de partida. Harife mergulhou em fisioterapia, aprendeu a viver em cadeira de rodas, superou a vergonha ‘‘de olhar de baixo para cima’’, e reconstruiu a autoestima. Nos primeiros meses, a adaptação foi dolorosa: “Quando você não tem os movimentos das pernas, o tronco é que te sustenta. Eu ainda não estava adaptado, então caía para os lados e só chorava”. Cada lágrima, no entanto, era também a fundação para erguer uma nova estrutura interna: mais forte, mais consciente e mais humana.

Da reabilitação ao império - Com resiliência, voltou ao mercado. Montou escritórios, retomou negociações e, durante a pandemia, viu a explosão definitiva: “Foi quando mais ganhamos dinheiro. As pessoas compravam carros sem pensar. Ali minha vida mudou, não só no que diz respeito ao saldo bancário''. Neste período crescia, também, o alcance da mensagem de que a vida pode ser ressignificada.

Hoje, o que menos importa para Harife é o faturamento milionário do fim do mês, e sim o significado da sua jornada. A história do empresário passou a inspirar milhares nas redes sociais: ‘‘Recebo mensagens de pessoas que estão prestes a cometer suicídio, e desistem de tirar a própria vida após ouvirem minha trajetória’’.

Após o trauma, novos laços e um novo propósito - A transformação de Harife não foi apenas profissional. Após o acidente, nasceu um novo capítulo: ele conheceu sua esposa Gabriela, um amor que trouxe leveza, apoio e até incentivo para a reconstrução de laços familiares. Foi ela, inclusive, quem o convenceu a procurar o pai, que não conhecia, um encontro emocionante que resultou numa relação próxima, de amizade e cumplicidade improváveis para o Harife de antes do acidente. Ele também se reaproximou da mãe, com quem pouco conviveu na infância, e fortaleceu laços que antes pareciam perdidos. Harife foi, literalmente, do vazio das perdas ao topo do mercado automotivo em meio às muitas frustrações ao longo do caminho.

“Antes eu vivia intensamente, mas de forma impulsiva. Hoje vivo com propósito. E quero mostrar que sempre existe uma saída. Se eu, que perdi tudo, que fiquei paraplégico, consegui voltar ao topo, reencontrar a importância dos laços afetivos e descobrir o verdadeiro valor das coisas que o dinheiro não pode comprar, qualquer um pode conseguir, desde que não desista''.

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

MedSênior amplia unidade na Avenida Brasil, em São Paulo, e investe em novos serviços para beneficiários

 



A MedSênior, operadora de saúde especializada no atendimento ao público a partir dos 49 anos, com foco em medicina preventiva e no conceito do Bem Envelhecer - anuncia a expansão de sua unidade localizada na Avenida Brasil, um dos endereços mais nobres da capital paulista e referência na concentração de hospitais, laboratórios e operadoras de saúde. O projeto, que recebeu um investimento de R$ 6 milhões, ganhou uma ampliação de 1.220 m² - totalizando agora uma área de 2.120 m², quando somada à que já existia anteriormente - e inaugura um novo patamar de serviços voltados à prevenção, ao diagnóstico e ao cuidado integral dos beneficiários.

Entre as novidades, a unidade passa a contar com o primeiro espaço Black da MedSênior em São Paulo - e o segundo do Brasil -, um ambiente com serviço de concierge para beneficiários desta categoria de plano, que poderão resolver demandas administrativas como autorizações de procedimentos, agendamentos de consultas, dúvidas e orientações de rede credenciada com ainda mais praticidade por meio de um serviço exclusivo.

A expansão também engloba um Centro Diagnóstico da Mulher, dedicado a exames e cuidados específicos para a saúde feminina, além de um Centro Diagnóstico Geral, que inclui procedimentos como endoscopia e colonoscopia, e um Centro de Oftalmologia equipado com tecnologias de última geração para consultas e exames desta especialidade.

Com corpo clínico especializado em geriatria e protocolos de acolhimento humanizados - um dos principais e mais conhecidos diferenciais da marca -, a unidade da Avenida Brasil já oferecia serviços de medicina diagnóstica, MAPA, Holter, ultrassonografia, ecodopplercardiograma e eletrocardiograma. Com a ampliação, a MedSênior reforça sua presença em São Paulo e seu compromisso em oferecer as melhores e mais completas estruturas aos seus beneficiários, assim como sua posição como referência no cuidado ao idoso e na importância do bem envelhecer.

“Queremos oferecer soluções cada vez mais completas e acessíveis para nossos beneficiários na capital paulista, em um endereço de fácil acesso e que se estabeleceu como um verdadeiro polo médico na cidade. A expansão da unidade da Avenida Brasil reafirma o nosso compromisso com uma vida longeva de qualidade, com equilíbrio, conforto, agilidade e tecnologia”, destaca Priscila Valentim, vice-presidente de Operações da MedSênior.

Atualmente, a MedSênior conta com seis unidades próprias em São Paulo - Av. Brasil, Av. Paulista, Tatuapé, Santana, Sumarezinho e Campinas. A ampliação da Avenida Brasil fortalece a estratégia de expansão nacional da operadora, que recentemente inaugurou unidades em Águas Claras (DF), Campo Grande (RJ) e Bressan (ES), ampliando o acesso a serviços de saúde especializados e reafirmando sua missão de oferecer cuidado integral ao público 49+.

Sobre a MedSênior - A MedSênior é uma operadora de saúde especializada no atendimento ao público a partir dos 49 anos, com foco em medicina preventiva e no conceito do Bem Envelhecer. Seu modelo de cuidado é baseado na excelência do atendimento humanizado, personalizado e multidisciplinar, tendo como compromissos a promoção da autonomia, qualidade de vida e da longevidade saudável - tudo isso aliado à inovação e ao acompanhamento integrado da jornada do paciente.

Completando 15 anos de atuação e com 45 unidades próprias em oito estados, além de uma ampla rede credenciada, a empresa tem a tecnologia como aliada para oferecer serviços que proporcionam qualidade de vida real aos seus mais de 240 mil beneficiários.